Não se preocupe, você não é o único a ter essa dúvida, essa é uma das perguntas mais comuns de se ouvir no consultório de um ortodontista.Primeiro precisamos pontuar alguns critérios. Vale dizer que existem problemas de desenvolvimento ósseo que apresentam consequências dentárias e outros problemas somente dentários.Mas, como assim? Explico:Os problemas de desenvolvimento ósseo estão presentes como característica genética ou são adquiridos por hábitos como chupar dedo ou chupeta, por exemplo. Nesses casos temos interferência no desenvolvimento facial e a criança pode apresentar falta de espaço para os dentes permanentes (o que causa os futuros dentes tortos ou encavalados), ou ainda mordida cruzada ou aberta .Os problemas somente dentários são observados quando existe um desalinhamento dos dentes e suas consequências afetam bastante a estética, mas também podem gerar problemas funcionais no encaixe da mordida e consequentemente na correta mastigação.Os problemas no desenvolvimento ósseo requerem uma atenção especial, pois são corrigidos com mais facilidade durante a fase de crescimento da criança. Portanto, o quanto antes o problema for observado e tratado, melhor para o resultado.Desta maneira, no surgimento dos primeiros dentes permanentes (mais precisamente a partir de 2/3 do aparecimento dos incisivos superiores permanentes) se observado quaisquer problemas na dentição, já é indicado iniciar o tratamento ortodôntico.Hoje em dia os tratamentos estão muito mais modernos e previsíveis, podendo ser feitos inclusive com alinhadores transparentes. Vivemos na era digital e a Odontologia não podia ficar de fora. A ortodontia digital chegou para ficar, tornando o tratamento muito mais rápido, previsível , preciso e estético.Com os alinhadores, conseguimos uma colaboração por parte das crianças muito maior. Primeiro porque não atrapalha a fala, tendo em vista que ninguém percebe que ela está usando e o melhor: quando o tratamento começa a criança já sabe qual o resultado vai alcançar e em quanto tempo. Dessa maneira tanto os pais quanto às crianças se animam e participam mais do tratamento.