“Eu brinco para sorrir Eu brinco para movimentar  Eu brinco para inventar  Eu brinco para ser feliz  Eu brinco para existir” Vanessa Aranha Morimoto
Ah, agora não! Só mais um pouquinho! Quem nunca ouviu essa frase ao interromper um pequeno enquanto ele estava entretido fazendo algo muito gostoso, como brincar? As crianças são intensas em tudo o que fazem e o brincar é uma linguagem de conhecimento. As brincadeiras dão base para uma série de experiências e vivências, permitindo que as crianças aprendam brincando. Por isso, as brincadeiras devem fazer parte do cotidiano familiar. Brincando a criança vai construindo a sua forma de ver e entender o mundo, enriquece sua representação sobre o meio físico e social e tem sua curiosidade aguçada – o que, por sua vez, amplia suas possibilidades de fazer perguntas, de se interessar e querer saber sempre mais sobre o mundo.  Vale dizer também que, por meio do brincar, os diferentes aspectos do desenvolvimento infantil são estimulados. Assim, permita que sua criança explore, brinque e tenha contato com a natureza e com os diferentes espaços, possibilitando a convivência com outras crianças. Antigamente as crianças podiam brincar na rua com seus vizinhos, primos e amigos da escola. Porém, hoje em dia, eles têm uma limitação de convívio e de espaço- daí a importância dos pais proporcionarem esses momentos de vivências com outras crianças.

Voltando à sua infância

Minha sugestão é que você, pai ou mãe, pense sobre as brincadeiras que marcaram sua infância e procure resgatar o lugar onde elas aconteciam. Fazer esse resgate afetivo da sua criança interior vai ajudá-lo a ser mais genuíno e assertivo na hora de propor as brincadeiras para os seu filhos. Além disso, vocês poderão se divertir juntos nessas brincadeiras que fizeram parte da sua infância e, então, elas passarão a fazer parte da memória afetiva do seu filho. Vale buscar um lugar para riscar uma amarelinha no chão ou para brincar de pião, um campinho para jogar peteca ou queimada. O fundamental aqui é abusar da imaginação para, assim, criar memórias com seus filhos. Lydia Hotélio, que é pesquisadora da cultura da infância diz: “Deve-se brincar para ser feliz. Se você quiser brincar para aprender já não é mais brinquedo. Porque o brinquedo tem um fim nele mesmo. Bola pra quê? Pra brincar de bola. Você brinca de peteca pra quê? Pra brincar de peteca, para passar pela experiência múltipla e extraordinária que é brincar de peteca. E por que brincar de roda? Porque é uma maravilha: mão na mão, esquecer quem é você, embarcar no sonho daquela hora… Brincar é isso aí.”    

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