Já imaginou um mundo mais igualitário, onde a sociedade consiga viver em paz e harmonia? Apesar de parecer utopia, pais, mães, cuidadores e educadores podem, sim, contribuir para a formação de futuras gerações que sejam mais gentis. E, para isso, obviamente é preciso incentivar a generosidade desde cedo.

Uma alternativa para auxiliar as famílias que estão em busca de criar filhos e filhas mais humanos, é o Dia de Doar Kids. Trata-se de uma plataforma de educação para a gentileza e a generosidade, que tem como objetivo inspirar crianças a liderar projetos voluntários e generosos em suas comunidades. 

O Dia de Doar trata-se de movimento global pela cultura de doação, que surgiu em 2012, nos Estados Unidos, e já está presente em mais de 50 países. A data muda a cada ano, mas o evento acontece sempre na primeira terça-feira, logo após a sequência  de comemorações do Thanks Giving (Dia de Ação de Graças), da Black Friday e da CiberMonday, por isso seu nome original é Giving Tuesday: a “3ª feira da doação”. No Brasil, surgiu em 2013.

Já a ideia de lançar o Dia de Doar Kids em território brasileiro foi da Umbigo do Mundo, uma empresa especializada em posicionamento de marca e cultura corporativa. O projeto foi implantado em 2019 e, atualmente, conta com parceiros fundadores, como a Escola Aberta do Terceiro Setor, Jornal Joca, Palavra Cantada e Maurício de Sousa Produções.

“O Dia de Doar Kids, no contexto do Dia de Doar, é um dia de promoção, de celebração, de planejamento de metas no contexto da doação, mas com foco na educação de crianças e na capacitação de professores também, e segue proposta sinérgica ao Giving Tuesday Kids”, afirma Marina Pechlivanis, que é sócia-fundadora da Umbigo do Mundo.

De acordo com Marina, a plataforma promove a cultura da doação na sociedade brasileira de forma profunda e estratégica, atuando em dois movimentos interdependentes e concomitantes.

O primeiro deles é antecipar a aproximação com os conceitos e as práticas, mobilizando as crianças na educação para a generosidade e a gentileza. “O outro ponto é consolidar o entendimento dos fundamentos e também dos exemplos, envolvendo e conscientizando o público adulto (professores, educadores, pais) para que, além de serem os agentes da mobilização, serem também sujeitos mobilizados. Como resultado esperado, uma naturalização do gesto de doar e das atitudes gentis, incorporadas na rotina, nos hábitos, no dia a dia de todos como algo normal e essencial”, afirma.

 

Como as famílias podem participar da plataforma?

Segundo a sócia-fundadora da Umbigo do Mundo, o papel educador e esclarecedor das famílias é fundamental para levar o conceito da generosidade no dia a dia, tirando a reflexão abstrata da teoria e levando para gestos práticos e exemplos concretos.

Por isso, a proposta da plataforma é oferecer materiais exclusivos para os pais, em forma de dicas práticas, atividades e desafios para abordar o tema com as crianças de forma leve e fácil de se entender e implementar. Além disso, a plataforma possibilita a interação com as demandas de outros pais e mães, estimulando a aproximação, a parceria e a criação de projetos em conjunto”, ressalta.

Marina afirma que os idealizadores do projeto acreditam que “gentileza se aprende praticando e generosidade se aprende doando”. Quando esses hábitos são incorporados ainda na infância, a expectativa é que, no futuro, o mundo seja mais consciente sobre a importância do ato de doar como gesto de civilidade, cidadania e consciência social.

“Como consequência provável, temos a sustentabilidade econômica: quanto maior o investimento na formação durante a infância, menor o investimento em comunicação ‘didática’ para explicar o básico, como a importância de doar para o público adulto. Quanto mais famílias aderirem, melhor para todos, para toda a sociedade”, explica. 

De acordo com Marina, é preciso mobiliar as crianças de hoje para ter um futuro mais doador. Sendo mobilizada desde cedo, seja lá em qual área esta criança optar por atuar, a semente da ‘cultura de doação’, mais especificamente da gentileza e da generosidade, estará presente como uma força, uma energia potencial com mais chances de ser despertada”, acrescenta.

Marina afirma ainda que exemplos reais de crianças que assumiram o protagonismo, podem ser visualizados na hashtag #criançaajudacriança. “É uma prática e autêntica para muitos adultos que nem sabem por onde começar”, enfatiza.


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