Muito se fala e se ouve falar sobre a relação entre a vitamina D e a nossa imunidade. Estudos evidenciam há anos a sua importância para pessoas de todas as idades, entretanto, poucos têm conhecimento sobre os motivos que a fazem tão importante sobre como podemos otimizá-la para nos favorecer. E, em tempos de pandemia, informações como essas podem ser muito valiosas para sua família.

Por falar nisso, hoje, a população no Brasil e em diversos outros países do mundo sofrem de uma epidemia de hipovitaminose D. E isso acontece porque estamos cada vez mais reclusos dentro de casa ou não expostos ao sol. E, quando estamos em ar livre, recorremos ao uso de protetores solares. Ou seja, nosso estilo de vida não favorece a produção de Vitamina D, que precisa do sol para se manifestar no nosso organismo.

A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que até mesmo os bebês sejam suplementados com Vitamina D, devido à pouca exposição que têm ao sol e alimentação insuficiente. Vale dizer também que os níveis de vitamina presentes na mãe, nos períodos da pré-gestação, gestação e amamentação já influem nos níveis sanguíneos da criança. Ou seja, a história clínica da mãe também deve ser considerada e analisada na hora de saber as possíveis deficiências de vitaminas nos pequenos. 

Vale observar também que, crianças que ficam frequentemente doentes, podem estar com sua imunidade prejudicada devido à deficiência desse nutriente.  Isso porque os linfócitos (células de defesas do nosso organismo) tem seus próprios receptores de vitamina D. E níveis insuficientes dela (que na verdade é um hormônio) contribuem para que nosso organismo não aja e reaja na sua melhor performance.

Regiões mais frias ou períodos de inverno, por exemplo, levam a presença de Vitamina D nos níveis sanguíneos serem menores ainda. São considerados ótimos níveis, os maiores de 40ng/dl. Mas, os ideais mesmo estão entre 40-70ng/dl.

Para uma prevenção e manutenção da vitamina D é importante:

  • Acompanhamento pelo pediatra e/ou nutricionista materno infantil da história clínica da criança e da mãe;
  • Acompanhamento pelo pediatra e/ou nutricionista materno infantil da história de suplementação da mãe e criança;
  • Alimentação que favoreça a produção de vitamina D: carnes, peixes de águas geladas, ovos, leite, cogumelos e queijos (Obs: Leite e derivados deverão ser oferecidos às crianças somente após 1 ano).
  • Banho de sol adequado;
  • Suplementação, quando necessário.

O ideal é estimular uma produção natural da Vitamina D no nosso corpo e no corpo dos nossos filhos. Mas, entre a carência e a suplementação, é melhor suplementar!

Com amor,

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