A suplementação não é só importante apenas para adultos, atletas ou para quem tem algum problema de saúde. A depender da história alimentar da criança, ela também pode precisar de suplementação. Essa análise deve ser feita por um profissional habilitado a observar desde a história mais inicial como a gestação da mãe (se ela foi suplementada enquanto grávida), passando por compreender como foi a introdução alimentar daquela criança, como foi a amamentação e como anda a alimentação atual, analisando se há seletividade e consumo de  alimentos de “verdade”  X consumo de fast foods e industrializados.

Porém, o assunto é bastante polêmico e muitos mitos o cercam. Há muita preocupação, por exemplo, de que a suplementação com vitaminas possa causar obesidade ou descontrole alimentar, mas já posso dizer de cara que esse é um mito que deve ser “quebrado”, tendo em vista que as vitaminas não têm calorias e, pelo contrário, ajudam a regular nosso organismo e metabolismo. Sua carência, por outro lado, pode prejudicar o funcionamento dos órgãos e um deles é a tireóide – e aí sim, a obesidade acontece.

A nutrição de uma criança se inicia na barriga de sua mãe e seu paladar se forma lá também. Neste sentido, a introdução alimentar e a amamentação também são períodos cruciais para a formação de bons hábitos.  Depois, tudo acaba ocorrendo como uma consequência desses marcos, mas que podem ser melhorados e mudados com muito amor e paciência.

Na idade pré-escolar e escolar o ideal é fazer exames laboratoriais de nutrientes para identificar quais há menor ingestão pela criança. Dessa forma, pode-se verificar as reais carências e então buscar corrigi-las pela suplementação.

Em tempos de Covid, a preocupação com a imunidade deve ser maior para que nossas crianças estejam mais nutridas e protegidas. Zinco, vitamina D, Selênio, Vitamina A, Vitamina B12 e outras do complexo B, Calcio, magnésio são de suma importância para o bom funcionamento de qualquer organismo e para as crianças não é diferente.

É importante também se atentar ao tipo de vitaminas oferecida. Ela deve ser de boa absorção e que não se ligue a outros nutrientes da fórmula. Assim como, deve ser sem corantes e açúcar, além de sempre estar associada a outras para melhorar sua absorção e aproveitamento.

Minha principal dica aqui é que você procure sempre um profissional especializado em pediatria e com a visão dos níveis ótimos (não somente a referência laboratorial) para fazer a análise da saúde do seu filho.

Com amor,

Letícia Tischenberg

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