A birra é uma queixa constante de pais, mães e educadores, principalmente por não saberem como lidar com a situação. Por outro lado, se eles souberem acalmar a criança, o momento poderá passar sem estresse.

Pode ser por causa de um brinquedo ou porque você não quis atender a um pedido dela, seja onde for, a criança não escolhe nem hora nem lugar para fazer a birra. 

Neste momento, a mãe não sabe se segura a criança ou tenta se desculpar com os olhares a sua volta, morrendo de vergonha. A maioria das mães já passou por isso.

A birra é uma forma de a criança de comunicar, extravasar suas emoções de raiva, nervoso ou frustração. É importante você saber que esse tipo de comportamento é mais comum em crianças de 2 e 3 anos.

Nessa idade, elas ainda não conseguem verbalizar o que estão pensando e sentindo da melhor maneira. Até mesmo os adultos têm dificuldade muitas vezes de se expressar adequadamente, causando frustração, estresse, medo e até mesmo raiva. 

Com as crianças é a mesma coisa, a birra dos pequenos é um sinal de que querem nos dizer alguma coisa, mas ainda não sabem como. E isso não significa que seu filho é mal-educado, mimado ou uma criança rebelde. 

Ele está apenas num processo de se expressar, mostrar suas vontades e testar sua autonomia, mas ainda não sabe como fazer isso usando as palavras, como os adultos.

O sentimento por trás do mau comportamento

Tem mãe que faz de tudo: tenta entender o filho, conversa, oferece alternativas, não dá bronca nem enfrenta, mas não tem jeito: a birra sempre vence. O que fazer então?

Diante de uma birra, a melhor coisa a fazer é ajudar a criança se acalmar e identificar o que está por trás desse comportamento. Os pais devem estar atentos aos sinais e observar o que a criança está querendo dizer. 

Birra pode ser sinal de cansaço, sono, fome ou um pedido para mostrar aos pais do que ela é capaz, como por exemplo, de comer sozinha, ou simplesmente não comer porque não tem fome e não querer ir embora do parquinho porque está muito divertido.

Este comportamento também é um sinal de que a partir de agora está se tornando uma criança com desejos e vontades próprias e está testando a própria capacidade e seus limites. 

Quando olhamos por essa perspectiva, a maneira como reagimos a ela faz toda diferença. Assim, sermões e explicações longas não vão funcionar nessa idade. 

Como agir diante da birra

O ideal é distrair e mudar o foco da criança ou simplesmente focar naquilo que você quer que ela faça. Por exemplo, se é hora de ir embora e ela não quer ir, pegue na mãozinha dela e comece a caminhar, cantar ou contar uma história enquanto faz isso. Tente distrair e tirar o foco da criança daquela “situação”. 

Ao mesmo tempo, enquanto controla a birra, existe a oportunidade de ensinar habilidades para ela controlar as próprias emoções. Você pode tentar conversar com a criança para saber o que ela está sentindo e o que ela deve fazer para se sentir melhor.

Assim, diante de uma birra ou outro desafio parecido, mantenha a calma e se conecte com a criança. Só assim você vai enxergar a necessidade dela e consequentemente, conseguir acalmá-la e acabar de vez com a situação.

Não entre numa disputa de poder

Mesmo você sabendo agora como deve agir: respirar, analisar a situação e reconhecer a necessidade por trás do comportamento, evite a todo custo entrar numa disputa de poder com a criança.

Se você ficar insistindo ou pedindo alguma coisa muitas vezes, só vai aumentar a vontade dela de não cooperar. Foque na solução ao invés de discutir com criança.

Você deve saber que, quando você está começando a aplicar esse tipo de técnica, essa mudança e cooperação não acontece do dia para a noite. O importante é não desistir e sim insistir. 

Lembre-se: você é o adulto da situação. A criança está passando por um processo de transformações e ela não tem o cérebro bem desenvolvido ainda, por isso não consegue controlar o racional com o emocional nem aquele turbilhão de emoções e pensamentos.

Do mesmo modo que a criança precisa se acalmar, é fundamental que a mãe, pai ou educador que esteja com a criança também mantenha a calma e pense antes de agir.

E por fim, não se preocupe com o que os outros estão pensando. Isso é o menos importante. Não é nada fácil, mas com muito amor e paciência a gente consegue!

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