Você sabia que os alunos têm um melhor rendimento escolar quando os pais e/ou as mães participam ativamente dos estudos dos filhos (as)? E as escolas, por sua vez, têm resultados mais satisfatórios quando possuem bom relacionamento com as famílias. Apesar de todas as dificuldades que a pandemia trouxe para o ambiente escolar, com a necessidade de adotar o ensino remoto para manter o distanciamento social, uma mudança tem sido positiva: a parceria entre pais, filhos e escola. 

Afinal, com o fechamento das instituições de ensino, os adultos passaram a sentar com as crianças para acompanhar as aulas on-line, assistir aos vídeos educativos e auxiliar nas tarefas. Foi, então, durante a pandemia, que muitos pais e mães tiveram a oportunidade de ter maior participação da vida escolar dos filhos. “Durante a pandemia, os pais puderem ver todos os desafios que os filhos encontram dentro das escolas. Na maioria das vezes, os pais se preocupam com outras coisas, por entender que a vida escolar dos filhos só interessa ao aluno e professor, quando na verdade é um conjunto entre família e escola”, ressalta a pedagoga Caroline Aparecida Dourado Pereira.

De acordo com a profissional, para um aluno ter um bom rendimento, mesmo antes da existência do novo vírus, é necessário ter o apoio da família. E, atualmente, em um cenário tão desafiador, em que as crianças também estão abaladas emocionalmente por estarem longe da escola e dos amigos, a presença dos pais nos estudos é fundamental no processo de aprendizagem. “Criança precisa de cuidado, atenção e carinho. Isso facilita no seu processo escolar”, afirma.

Para Caroline, as crianças ficam mais seguras e mais motivas a estudar quando têm a presença ativa da família. “Não é só trabalho e boletos que causam estresse. Crianças e adolescentes também têm dificuldades nos estudos, na convivência da escola. Os pais precisam se fazer presentes na vida dos filhos para que eles se sintam seguros”, acrescenta.

 

Atenção da família auxilia no processo de aprendizagem

A professora universitária Eliana Cazetta, 41 anos, já desconfiava que o filho Matheus, de 8 anos, tinha alguma dificuldade na alfabetização. Porém, a pandemia possibilitou que ela participasse diariamente da rotina de estudos do filho e, então, a suspeita aumentou.

“Eu ainda não tinha ido atrás por entender que cada criança tem um tempo de aprendizagem. Como a gente tinha morado no exterior, também tinha dúvida do quanto começar a ser alfabetizado em outra língua teria interferido no processo”, conta.

Ao participar das aulas remotas, Eliana percebeu que o filho estava com bastante dificuldade na leitura e na escrita. “Quando teve início a pandemia, comecei a assistir as aulas com ele e fazer as atividades. Ao ver o nível dos colegas da sala, comecei a ficar mais preocupada, pois achei que era mais sério do que eu imaginava”, afirma.

Sendo assim, Eliana entrou em contato com a escola e compartilhou sua preocupação. Os anseios da mãe foram acolhidos e a coordenadora pedagógica começou a fazer atividades individualizadas com o menino. No terceiro atendimento, a profissional disse para Eliana que suspeitava que Matheus tinha distúrbio do processamento auditivo (trata-se de uma dificuldade em lidar com as informações auditivas), e que recomendava consultar uma fonoaudióloga. 

A consulta foi marcada e, após a realização de um exame, Matheus realmente recebeu o diagnóstico previsto pela coordenadora pedagógica. “Agora ele está fazendo terapia de estímulo e acho que já está apresentando sinais de melhora”, destaca.


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